você não imagina do que eu sou capaz
pra retirar essa preocupação de mim
eu vou a pé e olha que eu moro em Goiás
eu minto bem, eu roubo banco, eu vendo rim
por isso é tão importante
eu nunca ter você distante
é como estar sempre inteiro
é como estar sim perfeito
se nada ameniza eu posso ser só eu
e preencher cada espaço que há em mim
com tudo que eu não quis antes
vai ser meu novo seu semblante
é como estar sempre inteiro
é como estar sim perfeito
é como estar sempre inteiro
é como estar sim perfeito
é como está
é como está.
viver no estômago de alguém que se irrita fácil
foi tudo que eu desejei nos meus mais belos sonhos
é doce a vida aqui dentro nesse banho ácido
dentro de você
rumo de tudo
pra dentro de você
rumo de tudo
me engole uma vez mais
pra eu me redimir do meu comportamento cínico
e me recuperar de vez de um mau estado clínico
me hidrate a pele com as benesses do seu suco gástrico
dentro de você
rumo de tudo
pra dentro de você
rumo de tudo
me engole uma vez mais
vem meus companheiros pedaços
misturem-se no espaço que é meu
cabe mais um aqui embaixo
mas a meta do salto é o céu
o susto que eu tomei ao te ver entrar
foi como ver um fantasma
e vai estar de vez nesse patamar
dos sustos mais inexplicáveis
desfez o fluxo do meu peito
faltou ar
não há de ser fatal
mas quem me vê tão liquefeito
se espanta
e eu juro que eu quis te perguntar
como quem pergunta a um forasteiro
quanto tempo você pensa em ficar
eu não sei
o seu futuro inteiro
o rumo que eu tomei ao você entrar
foi da janela da sala
e o vôo que eu voei ninguém viu voar
nem o inseto mais louco
refez o fluxo do meu peito
me deu ar
livrou de todo mal
mas quem me vê tão satisfeito
se espanta
e eu juro que eu quis te perguntar
como quem pergunta a um bom mineiro
quanto tempo você pensa em ficar
eu não sei
o seu futuro inteiro?
é o medo de te experimentar
e viver com tudo dando certo
receio de você me encontrar
e dizer sempre um caminho reto
a idéia de ser livre me afaga
eu temo dependência
seus braços me aprisionam calmos
com tanta paciência
me rendo aos defeitos de todos pares
divido existência
é o medo de ter com quem contar
e viver com tudo dando certo
receio de você me encontrar
e aquecer meu coração inquieto
a idéia de ser livre errada
confunde minha cabeça
seus braços me aprisionam fácil
com tanta eficiência
me rendo aos defeitos de todos bares
divirto-me depressa
nem eu sou
nem eu sou
a idéia de ser livre errada
separa toda gente
seus braços me aprisionam lassos
a gente vê decência
me rendo aos defeitos mais seculares
divirto-me depressa
declare-se urgência e transfiram-se todos pra cá
vai começar belo o mais belo espetáculo que há
declare o absurdo dos nossos embrulhos e siga o rumo
tem mãe pra cuidar
separe o orgulho dos nossos costumes
que nunca passaram de um blefe vulgar
pelo trânsito febril é a luz mais brilhante
teve quem a confundiu por dez ambulâncias
teve quem se protegeu com as mãos sobre os olhos
teve quem não reagiu e a quis distante
declare-se urgência e transfiram-se todos pra cá
já começou belo o mais belo espetáculo que há
declare o absurdo dos nossos embrulhos e siga o rumo
tem mãe pra cuidar
separe o orgulho dos nossos costumes
que nunca passaram de um blefe vulgar
pelo trânsito febril é a luz mais brilhante
teve quem a confundiu por dez ambulâncias
teve quem se protegeu com as mãos sobre os olhos
teve quem não reagiu e a quis distante
mesmo eu me protegi com as mãos sobre os olhos
mesmo eu não reagi e a quis distante
eu peço perdão
mas seus sermões nunca servem pra nós
que já promovemos o maior frisson
quando excluímos do acordo de paz
o meu e o seu corpo
ninguém mais
foi um ato sóbrio
a violência saudável
que resultou do sonoro embate
dos nossos ossos
eu ouço seu não
como quem ouve doçura de mãe
emendo seus cortes porque não é bom
inaugurar só o que pode durar
efeito de um fogo
que é meu pai
foi um ato sóbrio
a violência saudável
que resultou do sublime combate
dos nossos ossos
eu sei que acordar depois do que dormi
é um ato elogiável
alguém diz inexplicável
para quem planejou meu fim
nas falhas de um esforço
eu hoje só ostento paz
me encantam cada dia mais
as coisas muito simples
eu caminhei livre e meus pés brilham no breu
só pra iluminar trilhas como um cão-guia que foi seu
vou participar sempre da melhor parte de ser eu
é o grande esforço mas o alívio que te espera
não tem preço
não depende de ninguém
mas você mesmo
dá pra se arriscar
eu sei que levantar depois do que eu vi
é um ato irresponsável
meu sorriso insuportável
pra quem pensou em mim
como um peso morto
eu hoje só ostento paz
me encantam cada dia mais
as coisas muito simples
eu caminhei livre com os pés firmes no breu
só pra espalhar cinzas do que fui e do que morreu
vou participar sempre da melhor parte de ser eu
é o grande esforço mas o alívio que te espera
não tem preço
não depende de ninguém
mas você mesmo
dá pra se arriscar
eu sei só que dói
te ver só
sem paz
ah, isso mata a farra
pra que dó demais?
você pode abrir
os olhos pra outro carma
se depender de mim vão te incendiar
me fale o que te detém de comemorar
eu quero o som do teu riso
sem medo de quem não tem o que comemorar
sou responsável por isso
não nos interessa a busca da verdade
não encontramos nenhuma
nosso alívio vem daí
só agora descansamos
aceitamos o que somos
e isso é tudo
temos o momento e nenhum caminho pra seguir
e isso é tudo
sem nenhum tormento e nenhum martírio pra sentir
de nenhum caminho pra seguir
Não nos interessa a luta por liberdade
não encontramos nenhuma
nosso alívio vem daí
só agora descansamos
aceitamos o que somos
e isso é tudo
temos o momento e nenhum caminho pra seguir
isso é tudo
sem nenhum tormento e nenhum destino pra assumir
de nenhum caminho pra seguir
nada é melhor
que ser o centro da sua atenção
vicia o talento inato
que você tem pra fazer rir
jogue em mim teu afeto
sempre mais
pra quem sempre quis alegria
você perto satisfaz
como o vento traz vida ao ar
como o tempo apaga o que jaz
e o sofrimento chora sem par
o que eu peço é só
que esse jeito de ver o amanhã
sem ter um peso me prensando os ombros
daqui para o fim seja incerto caminhar
pra forçar em mim o desafio perpétuo
de te amar como o vento traz vida ao ar
como o tempo apaga o que jaz
o sofrimento chora sem par
não sentir medo de encarar
a pressão do sol
me acalma os passos
e o coração
que eu estou no calor do sol
me acalma os passos
e o coração
há de discordar de mim
só o criador
quando eu disser que sim:
perdoar é a maior das injustiças
se é tão fácil, qualquer um na rua é capaz
perdoar é a maior das injustiças
se é tão fácil, qualquer um na rua é capaz
guarde seu coração tranquilo
sabe-se lá quem vai ver isso
deve não ser um sacrifício
assim deve ser o fim de um ciclo